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Demanda do consumidor por crédito desacelera em ritmo lento, aponta Serasa Experian

Postado em 07 junho 2011 por Revista

 

De acordo com Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, a quantidade de pessoas que procurou crédito cresceu 11,2% em maio/11 com relação mês imediatamente anterior (abril/11). Na comparação com o mesmo mês do ano passado (maio/10), a busca do consumidor por crédito cresceu 11,9%. Com este resultado, a variação acumulada no ano caiu de 12,4% (janeiro a abril de 2011) para 12,3% (janeiro a maio de 2011), revelando que a procura do consumidor por crédito encontra-se em desaceleração, porém em ritmo bastante lento.

A alta mensal de 11,2%, com relação a abril/11, explica-se pela maior quantidade de dias úteis em maio (22, contra 19 em abril), em decorrência do feriado prolongado dos dias 21 e 22 do mês passado.

Em termos da variação acumulada anual, a lenta desaceleração da demanda do consumidor por crédito ainda deverá ocasionar elevações adicionais da taxa básica de juros (taxa Selic), por parte do Banco Central. Segundo os economistas da Serasa Experian, isso deve ocorrer no intuito de se prosseguir no controle da demanda agregada, visando a contribuir para a convergência da trajetória da inflação corrente à sua meta.

Os consumidores de baixa renda (que ganham até R$ 500 por mês) figuram na liderança da busca por crédito neste ano de 2011. No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, a expansão registrada por esta classe de renda foi de 37,1%. Em segundo lugar, aparecem os consumidores que ganham entre R$ 5.000 e R$ 10.000 por mês, com alta de 18,8%.

Por sua vez, o menor ritmo de crescimento da demanda por crédito foi registrado pelos consumidores cuja renda mensal situa-se entre R$ 1.000 e R$ 2.000: alta de apenas 5,2% em relação aos primeiros cinco meses de 2010.

As demais classes de renda apresentaram avanços em suas demandas por crédito variando entre 12,4% (renda mensal entre R$ 2.000 e R$ 5.000) e 14,4% (ganhos mensais entre R$ 500 e R$ 1.000) na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado.

 

Análise por região

Em maio, a maior alta da demanda dos consumidores por crédito ocorreu na região Nordeste: crescimento de 13,3% em relação a abril/10. A região Sul veio logo em seguida com alta de 12,8% em relação ao mês passado.

Da mesma forma, os consumidores da região Nordeste foram os que mais cresceram suas demandas por crédito ao longo dos primeiros cinco meses de 2011: alta de 16,2% frente ao mesmo período do ano passado. Nas demais regiões do país, os crescimentos das demandas por crédito oscilaram em uma faixa bem mais estreita, indo de 10,6% (região Sul) a 12,5% (região Norte).

 

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Risco de crédito ainda não retornou aos patamares do período pré-crise

Postado em 24 maio 2011 por Revista

Antes da crise econômica de 2009, 82% das empresas estavam classificadas pela Serasa Experian no baixo risco de crédito. Após um período de reavaliações, que perdurou de junho/2008 a março/2011, 74% destas empresas evidenciaram classificação no baixo risco. O estudo foi baseado num processo de acompanhamento da saúde financeira das maiores empresas brasileiras, conhecido como segmento Corporate. A amostra contempla 259 empresas, com faturamento aproximado de R$ 800 bilhões.

As dificuldades enfrentadas por algumas empresas no período da crise de 2009 culminaram na migração para o médio e alto risco de crédito. Já o ano de 2010 foi marcado pela excelente dinâmica da economia brasileira. As empresas foram beneficiadas pelo cenário favorável de emprego e renda da população ocupada, pela expansão creditícia, favorecendo a elevação do consumo interno. Em função do melhor desempenho interno, os setores “comércio” e “serviços” tiveram comportamento de recuperação mais acelerado do que as empresas do setor “industrial”.

O setor de Serviços apresentou 78% das empresas classificadas no baixo risco de crédito em março de 2011. Em junho de 2008, este percentual era de 84%. A desvalorização do real frente ao dólar, que perdurou até o primeiro trimestre de 2009, impactou empresas que possuíam dívidas em moeda estrangeira. A recuperação do real intensificou-se a partir do segundo semestre de 2009, embora seus efeitos ainda não foram totalmente revertidos nos balanços das empresas analisadas pelo estudo.

O setor de Comércio, por sua vez, foi o que apresentou a menor variação dos Ratings do período. O setor foi beneficiado, principalmente no ano de 2010, pela demanda interna que se manteve aquecida. O cenário favorável de emprego e renda da população, das reduções tributárias pontuais e da retomada industrial, expansão do crédito, garantiu o bom desempenho e a recuperação das avaliações de risco a patamares próximos ao período que antecedeu a crise.

Quanto à indústria, a maioria das companhias permaneceu na classificação de baixo risco de crédito, apesar de o setor ter sido o que mais enfrentou dificuldades. Estas empresas, que representavam 83% da amostra, atingiram 64%, quando reavaliadas em abril/2010 – pior avaliação do setor – e, em março de 2011, chegaram a 71%.

A explicação para que os ratings ainda não estejam nos patamares pré-crise se devem ao comportamento de alguns setores, cujo desempenho depende da correspondente situação dos mercados internacionais, nos quais a indústria brasileira vem perdendo participação devido à valorização do real em relação ao dólar, tornando os produtos brasileiros mais caros e menos competitivos. Dentre os segmentos mais penalizados com a valorização do real em relação ao dólar, destacam-se: siderurgia, química e petroquímica têxtil e vestuário.

Fonte: Serasa Experian

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Inadimplência com cheques recua em abril, revela Serasa Experian

Postado em 23 maio 2011 por Revista

Fim da concentração sazonal de pagamentos ajudou na queda de 5,8%

A inadimplência com cheques voltou a apresentar queda no país. Em abril, houve 2,00% de cheques devolvidos do total de compensados, 5,8% a menos que em março último, quando foram registrados 2,13% de devoluções, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 7,5% na incidência de cheques devolvidos por falta de fundos (em abril/10 foi devolvido 1,86% do total de compensados). Já no acumulado de 2011 (janeiro a abril), foi devolvido 1,92% de cheques, percentual ligeiramente maior que o 1,91% de devolução verificada em igual período do ano anterior.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a queda mensal no número de cheques sem fundos registrada em abril decorre do fim do período de concentração sazonal de pagamentos (parcelas de IPVA em vários Estados, IPTU, despesas escolares, parcelamentos de compras de final de ano e das férias), período que costuma ser crítico para o orçamento familiar.
Na análise entre os primeiros quadrimestres 2011/2010, a inadimplência com cheques em 2011 está, praticamente, no mesmo patamar do ano anterior. Isto mostra que, mesmo com a menor utilização de cheques e o maior endividamento entre os períodos mencionados, a qualidade deste meio de pagamento não está comprometida.
A perspectiva para maio é de que a inadimplência com cheques volte a subir, em decorrência do Dia das Mães 2011.

Fonte: Serasa Experian

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Dia das Mães é o melhor em nove anos, revela Serasa Experian

Postado em 09 maio 2011 por Revista

Parcelamento com valores menores impulsionou vendas no país

Na semana do Dia das Mães (02 a 08 de maio), as vendas do comércio para a data cresceram 12,4%, na comparação com equivalente semana de 2010 (03 a 09 de maio), conforme revela o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio – Dia das Mães 2011. Foi o melhor Dia das Mães desde 2003, ano em que começou este levantamento. No final de semana da data (06 a 08 de maio), as vendas registraram uma elevação de 8,1%, na comparação com o final de semana da data em 2010 (07 a 09 de maio).

Vendas em São Paulo também crescem

Na semana do Dia das Mães, as vendas em São Paulo cresceram 12,1%, na relação com respectiva semana do ano anterior. No final de semana, por sua vez, as vendas aumentaram 13,5%, quando comparadas com o final de semana equivalente de 2010.

Segundo os economistas da Serasa Experian, mesmo com taxas de juros mais altas, o consumidor foi às compras. As promoções do varejo, baseadas no parcelamento com valores cada vez menores, foram um importante estímulo para as vendas. Já são comuns, por exemplo, as parcelas mínimas de R$ 10,00. Os dias de frio no Sul e Sudeste favoreceram as vendas de confecções, que oferecem várias opções de preços.

Outro destaque é a volta do pré-datado, alternativa para aqueles consumidores que estão próximos do limite do cartão de crédito. Além disso, o pré-datado é uma forma de escapar do aumento do IOF no crédito.

O bom desempenho do Dia das Mães 2011 agora lança as atenções para o Dia dos Namorados, em 12 de junho. A economia continua aquecida, a inflação está alta, no acumulado de 12 meses, e a inadimplência do consumidor cresce, fatores que devem justificar novas elevações de juros oficiais e do mercado.

Metodologia

O Indicador Serasa Experian do Nível de Atividade do Comércio para o Dia das Mães tem como base uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Serasa Experian, o único de alcance nacional. Foram consideradas as consultas realizadas nos períodos 02 a 08 de maio de 2011 e de 06 a 08 de maio de 2011 e comparadas às consultas realizadas nos períodos de 03 a 09 de maio de 2010 e de 07 a 09 de maio de 2010.

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